Integrantes da força-tarefa criada para fiscalizar represa Várzea das Flores, na RMBH, explicam como será atuação de cada instituição
Além do Ministério Público de Minas Gerais, participaram da coletiva representantes dos municípios de Betim e Contagem, IEF, Marinha do Brasil, Copasa, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros
22/01/2026 09h30
Na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro, representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), municípios de Betim e Contagem, Marinha do Brasil, Copasa, Instituto Estadual de Florestas, Polícia Militar de Meio Ambiente e Corpo de Bombeiros participaram de uma coletiva de imprensa para explicar o papel de cada instituição na fiscalização que será intensificada na lagoa Várzea das Flores, importante reservatório de água potável da Região Metropolitana de Belo Horizonte e que abastece mais de dez municípios.
As promotoras de Justiça Carolina Siqueira (Betim) e Tatiana Pereira (Contagem) explicam os objetivos da força-tarefa e esclarecem à população quanto à utilidade da represa Várzea das Flores.
A iniciativa contempla a criação de força-tarefa interinstitucional formada pelo MPMG, prefeituras de Betim e Contagem, Copasa, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Polícia Militar, Polícia Militar de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil. O grupo atuará de forma coordenada na realização de blitzes e bloqueios viários em todos os acessos à lagoa, mantendo controle rigoroso e permanente, com reforço operacional estratégico durante o Carnaval e demais feriados prolongados ao longo do ano.
Risco de morte e "armadilhas" submersas
Além da proteção ambiental, a atuação do MPMG alerta para o grave risco à segurança dos frequentadores. A represa não é um balneário natural, mas sim o resultado da inundação de uma antiga área de fazendas.
De acordo com os levantamentos técnicos, o fundo da lagoa esconde perigos invisíveis a quem mergulha, como cercas de arame farpado, tocos de árvores e restos de construções. Há registros de pessoas que ficaram presas a essas estruturas submersas e morreram afogadas.
Segurança hídrica e vedações legais
As Recomendações expedidas pelas promotoras de Justiça Carolina Mendonça de Siqueira (Betim) e Tatiana Pereira (Contagem) reforçam que a função do reservatório Várzea das Flores é o abastecimento público da região metropolitana de BH. Por conta disso, o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) proíbe a pesca artesanal, o uso recreativo e a permanência de populares no reservatório.
As instituições ressaltam, também, que o manancial se tornou ainda mais estratégico para a segurança hídrica de milhares de pessoas na RMBH após o comprometimento da captação no Rio Paraopeba.
"O MPMG orienta que a população não frequente a orla da represa para fins de lazer, respeitando a sinalização e as restrições legais para evitar tragédias e garantir o abastecimento de água para a coletividade", ressaltam as promotoras de Justiça.