Caminhada marca dia de luta antimanicomial em Fabriciano

Atualmente Fabriciano oferece dois serviços de atendimento psiquiátrico, um que é voltado para crianças e adolescentes e outro que atende o público adulto.

Foto: ACS/PMCF

A Prefeitura de Coronel Fabriciano, por meio da Secretaria de Governança de Saúde, realiza na próxima sexta-feira, uma caminhada que marca o dia da Luta Antimanicomial, comemorado no dia 18 de maio. A concentração do evento está marcada para as 8h na Praça Louis Ensch, em frente ao prédio da prefeitura, com saída rumo à Praça da Estação, onde após a caminhada haverá uma atividade com recreação, zumba e serão expostos para venda os artesanatos feitos pelos usuários. As ações contarão com trabalhadores dos serviços de saúde mental, usuários, familiares e a comunidade em geral.

O Dia da Luta Antimanicomial foi instituído no Brasil, em 1987 na cidade de Bauru durante o congresso de Serviços de Saúde Mental que deu visibilidade ao movimento e iniciou uma discussão sobre a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Segundo a coordenadora da Saúde Mental, Riciane Lima, é importante que a data seja lembrada para fortalecimento do movimento. “Entendemos que o objetivo desta mobilização é propor não só mudanças no cenário de atenção à saúde mental, mas, principalmente, questionar as relações de estigma e exclusão que culturalmente se estabeleceram para as pessoas que vivem e convivem com os “Transtornos Mentais”, disse.

Serviços

Atualmente Fabriciano oferece dois serviços de atendimento psiquiátrico, um que é voltado para crianças e adolescentes realizado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPSI) com sede no bairro Amaro Lanari e o Centro de Atenção à Saúde Mental (CASAM) que funciona no bairro Morada do Vale e atende o público adulto. As unidades oferecem atendimentos com psiquiatras, psicólogos, assistente social, fonoaudiólogo, medicação assistida, oficina de musicalização, artesanato dentre outras atividades realizadas por profissionais de nível superior e médio como técnicos de enfermagem e enfermeiros. Os encaminhamentos são feitos por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), assistência social, educação, judiciário e demanda espontânea. O CAPSI, faz o acolhimento de cerca de 536 pacientes sendo uma média de 400 atendimentos por mês. Já o CASAM, realiza o acolhimento mensal de aproximadamente 980 pessoas.