Trump diz que ataque à Síria foi 'perfeitamente realizado'

Presidente americano usou o Twitter para rebater críticas da imprensa após ele usar a expressão "missão cumprida"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Twitter nesta manhã de domingo que o ataque com mísseis à Síria foi "tão perfeitamente realizado, com tanta precisão". Na mensagem, Trump rebatia críticas sofridas por ele após usar a expressão "Missão cumprida" para se referir à ação.

Os EUA, o Reino Unido e a França lançaram mísseis contra áreas da Síria usadas para a fabricação de armas nucleares. O ataque, no início do sábado (hora local, noite de sexta-feira no horário de Brasília), foi uma retaliação contra um suposto ataque com armas químicas ocorrido em Douma, um subúrbio de Damasco que era controlado por rebeldes.

"A operação na Síria foi tão perfeitamente executada, com tal precisão, que o único que a Imprensa de Notícias Falsas pôde menosprezar foi o uso por mim da expressão "Missão Cumprida"", afirmou Trump em sua mensagem. "Eu sabia que eles iriam se concentrar nisso, mas achei que o uso de um termo militar tão ótimo deveria ser resgatado. Usem muitas vezes!".

Além disso, Trump usou o Twitter nesta manhã para novamente atacar James Comey, ex-diretor do FBI que lançou um livro no qual faz críticas ao presidente. Trump disse que nunca pediu lealdade pessoal a Comey. "Eu mal conhecia esse cara", comentou. "Apenas mais uma de suas muitas mentiras", disse. Ainda segundo Trump, Comey deveria ter sido preso por divulgar informações secretas e por ter mentido ao Congresso.

Trump ainda reenviou hoje uma mensagem de ontem, na qual ele afirma estar orgulhoso dos militares do país. Segundo o presidente, o uso de bilhões de dólares deixará as Forças Armadas americanas ainda melhores.

Estratégia confusa

Focada e militarmente restrita, a operação conduzida pelos Estados Unidos contra o regime de Damasco não ajuda a esclarecer a estratégia americana na Síria e não deve acabar com o impasse diplomático após sete anos de uma guerra cada vez mais complexa.

Em Washington, destaca-se a "coalizão" que o presidente americano conseguiu formar com "dois outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU", a França e o Reino Unido.

Tratou-se de "uma resposta aliada", ressaltou uma autoridade americana que pediu para não ser identificada, "diferentemente dos Estados Unidos quem agiam sozinhos há um ano", nos primeiros ataques ordenados por Trump depois de um precedente ataque químico.