Professora de Yoga é presa após polícia encontrar estufa de maconha de R$ 15 mil

Suspeita disse aos policiais que o galpão era usado para plantar tomates e que pertence ao ex-marido


A Polícia Militar de Aiuruoca, no Sul de Minas Gerais, encontrou um galpão que era utilizado como estufa para o cultivo de maconha em um sítio na zona rural do município, após denúncias anônimas. A proprietária do terreno, uma professora de yoga de 35 anos, foi presa em flagrante.


Foram encontrados dez pés de maconha plantados em baldes, além de 25 mudas em um tabuleiro de plástico com espuma. O espaço possui 16 metros quadrados.


A suspeita afirmou que não sabia que substâncias ilícitas eram cultivadas no local e informou que o galpão era utilizado pelo seu ex-marido, que mora em São Paulo. Ela afirmou ainda que pensava que a estufa era utilizada para plantação de tomates.


De acordo com a Polícia Civil, o local possui uma grande infraestrutura, o que chamou atenção dos policiais. O espaço conta com irrigação, climatização artificial, telha ecológica, além de um sistema de iluminação, com luzes rosas.


A estimativa do órgão é de que foram investidos ao menos R$ 15 mil na estufa.


Em uma rede social, uma página administrada pela acusada diz que o local na zona rural do município é um ?espaço aberto para jornadas de autoconhecimento e autodesenvolvimento. Na natureza acolhedora do Vale do Matutu para ciclos de vivências e práticas?. 


Ainda pela rede social, a professora de 35 anos tem fotos publicadas do espaço onde a PM encontrou a estufa. A maioria das publicações é de aulas de yoga. Quase 400 pessoas curtiram a página destinada a divulgar o local como escola.


Repercussão

O caso pegou os moradores da cidade de surpresa. Aiuruoca é uma cidade pequena, de apenas 6 mil habitantes. Comerciantes ouvidos pela reportagem de O TEMPO disseram que a professora era conhecida e frequentava o comércio local.


A professora de 35 anos é natural de Brasília, mas mora há anos na pequena cidade. Outros familiares da professora também vivem na cidade.


A reportagem não conseguiu entrar em contato com o ex-marido da professora. Um homem que aparece como "conselheiro de administração" da escola de yoga estava com celular desligado. 


Os materiais encontrados foram recolhidos e encaminhados à delegacia. A proprietária foi presa e transferida para o presídio de Caxambu (MG).