Estudo identifica substância que pode conter avanço de Parkinson

Trabalho é feito por pesquisadores da USP

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) conseguiu identificar uma substância capaz de barrar o avanço da doença de Parkinson. A AG-490, constituída à base da molécula tirfostina, foi testada em camundongos e impediu 60% da morte celular. Ela inibiu um dos canais de entrada de cálcio nas células do cérebro, um dos mecanismos pelos quais a doença causa a morte de neurônios. Não há cura para o Parkinson, apenas controle dos sintomas.

A doença de Parkinson é caracterizada pela morte precoce ou degeneração das células da região responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor. A ausência ou diminuição da dopamina afeta o sistema motor, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita. A doença pode provocar também alterações gastrointestinais, respiratórias e psiquiátricas.

A AG-490 é uma substância sintética já conhecida da bioquímica. A inspiração para o trabalho veio de um modelo aplicado no Canadá, que mostrou que a substância teve efeito protetor em AVC, também em estudos com animais. As análises seguem e agora um dos primeiros passos é saber como a substância se comporta com uma aplicação posterior à toxina que induz à doença.

Também será necessário avaliar possíveis efeitos colaterais. As análises seguem com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do (CNPq) Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.