Os gargalos para o desenvolvimento do 'Turismo Regional - Vamos nos mobilizar?'

Por: Rodrigo Vieira Ribeiro*

Nesta próxima segunda-feira, dia 20 de Janeiro de 2020, teremos a reinauguração da ponte velha que liga Timóteo à Coronel Fabriciano e reduz a distância entre Timóteo e Ipatinga em 7 km e o tempo de trânsito de 20 para 10 minutos.

Nesta data comemoraremos mais de 7 anos de gargalo de comunicação entre essas cidades que gerou uns milhões de reais em prejuízos diversos e empresas fechadas por redução de movimento, redução de arrecadação de ICMS, desemprego, etc.

Estou contente de ter menos este entrave no desenvolvimento regional. Principalmente para o Turismo interno.

Em virtude dessa inauguração, nesta semana comecei uma conversa no grupo do Turismo no Vale sobre os gargalos de acesso ao turismo de eventos e ao turismo espontâneo que temos aqui no Vale do Aço. São as chamadas “Cabeças de Burro enterradas” que impedem o crescimento e desenvolvimento da região.

São problemas que se tornaram crônicos e aparentemente sem solução. O maior exemplo de todos são as infindáveis obras de duplicação da BR 381 Norte que impedem o acesso rápido à região.

Quando me mudei para o Vale do Aço, há 22 anos, dava para ir de Ipatinga a Belo Horizonte em 3 horas e meia, ou menos, parando para lanchar no famoso Belléus em São Gonçalo do Rio Abaixo. Super possível.

Mas o trânsito de caminhões na rodovia cresceu muito e a estrada ficou apertada, lenta e com muitos acidentes e interrupções diversas por causa deles.

A necessidade da duplicação já era sentida antes disso e ficou, além de necessária, imprescindível. Em 2013 iniciaram, efetivamente, as obras de alguns trechos da BR381. Essas obras são lentas e a previsão de término vem se estendendo a níveis alucinantes de falta de realidade. Atualmente, se considerarmos que dizem que apenas em 2040 esta obra será finalizada.

ARTERIS / DIVULGAÇÃO


Podemos dizer, com segurança, que esta se tornou a obra de “Igreja” mais lenta de todos os tempos. Capaz de mobilizar eleitores de toda a região, mas não de conseguir recursos federais para a sua finalização.

Diz-se que ao ser completada, a BR381 Norte já estará ultrapassada, em termos de capacidade de rodagem, se considerarmos o crescimento do movimento de carga e de passageiros previstos para os próximos anos.

A propósito, a média de tempo entre Ipatinga e BH, atualmente é de 6 horas de carro, mas eu mesmo, não apenas uma vez, já levei mais de 12 horas nesse trajeto nos últimos 5 anos.

É de doer… desanimar e desistir.

Fica a pergunta: O que fazer para eliminar este gargalo de acesso? Alternativas?

Outro gargalo está nas alças de acesso à Coronel Fabriciano e Timóteo do anel rodoviário que possibilitariam um acesso mais rápido e seguro às duas cidades. Mais uma necessidade que reduziria custos de transporte e facilitaria o acesso de turistas nas duas cidades.

Se queremos desenvolver as potencialidades turísticas da Região o acesso ao Parque Estadual do Rio Doce é obra essencial.

Estou falando das obras da MG 760 que dão acesso ao parque, a Marliéria e Dionísio, por Timóteo. O parque tem capacidade de receber mais de 2 mil pessoas por dia e atualmente recebe menos de 10% disso por dificuldade de acesso.

Cá entre nós, estrada de chão assusta muito o turista e a oportunidade de conhecer o parque fica para outro dia… Muita gente daqui do Vale do Aço deixa de ir ao parque por causa dessa estrada em péssimo estado.

A MG 760 precisa ser asfaltada até Dionísio. Em decorrência disso também irá melhorar o acesso à BR 261 por Dionísio, desafogando o trânsito de passageiros da BR 381. É pouca coisa que falta de asfalto e vai melhorar substancialmente a vida dessas cidades através do acesso facilitado.

Outra questão “gargalo” é a reforma do aeroporto regional, localizado em Santana do Paraíso, com viés de ampliação e melhorias para receber mais turistas a um custo menor.

Seria importante perceber que transformar este em um aeroporto Internacional e de carga traria muitas vantagens para o desenvolvimento econômico local e para o crescimento do fluxo de Turistas para a nossa região tão pródiga em belezas naturais..

Divulgação


Por fim, e não menos importante, a pressão sobre a Vale do Rio Doce para ampliar o número de composições de passageiros para 4 horários para Bh e 4 horários para Vitória. Essa ação beneficiaria não só o Vale do Aço, mas 2 estados, 42 localidades e mais de 30 municípios. Ou seja, bom prá todo mundo, como o desenvolvimento deve ser.

Divulgação: Vale



Sei que diversas empresas e entidades locais já atuam nesse trabalho, ainda sem êxito ou horizonte de soluções, mas acredito que mais entidades que podem abraçar esta causa e se destacar atuando através de solicitações diretas e pedidos de esclarecimentos públicos às autoridades responsáveis.

Na verdade temos 3 excelentes grupos sociais organizados que podem se unir para fazer esta pressão: O Convention e Visitors Bureaux do Vale do Aço, o Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas e os integrantes do Projeto Turismo no Vale.

Nessas duas entidades e no projeto temos representantes do Poder Público e Privados de quase toda a região em um fórum permanente conectado através do WhatsApp e reuniões presenciais periódicas. É gente suficiente para ter representatividade e força nessa pressão.

Ainda podemos contar com diversas entidades que ainda não se manifestaram, mas podem integrar este grupo para nos unir pelo bem da região.

A nossa capacidade de mobilização pode ser fundamental nesta hora.

Vamos constituir um grupo de pressão e começar a protocolar ofícios de solicitação assinados pelos prefeitos de cada município circuitado ou não. Contamos com todos para começar a agitar essa questão no Grupo do Projeto Turismo no Vale para constituirmos um grupo de trabalho extra de modo a definirmos estratégias e alvos específicos para receber nossos ofícios e solicitações.

Tenho certeza de que todos os prefeitos da região farão questão de assinar conosco nossas petições.

Conto com todos para sugerir e aceitamos voluntários para atuar e gerir esse projeto de “Acesso ao Turismo no Vale”.

Quem se habilita?
Se não formalizarmos a pressão nada irá acontecer.

Quanto mais ofícios enviarmos mais pressão faremos, ainda que já tenhamos gente agindo nessa direção, quanto mais melhor. É trabalho prá mais de ano.

Com o Turismo, todo mundo ganha.

Se você for prestador de serviços para eventos, restaurante, bar ou lanchonete considere fazer um contato conosco do Convention e Visitors Bureaux do Vale do Aço (VAC&VB), faça parte do nosso cadastro de fornecedores e se torne um mantenedor, muitas vantagens estão sendo preparadas para quem se tornar associado ao Convention.

Quer colaborar com o desenvolvimento da Região da Mata Atlântica de Minas, neste vale maior que o aço, via VAC&VB? Entre em contato comigo pelo e-mail: rodrigo@hoteldomhenrique.com.br. Neste e-mail você poderá solicitar o formulário para se tornar associado ao VAC&VB. Pode ser uma boa oportunidade de desenvolver seu empreendimento no turismo. Você também poderá visitar o nosso site em http://www.visitavale.com.br. Conte conosco, vamos colaborar pelo crescimento de todos.

Links Importantes:

http://www.nova381.org.br/site/historia.php

http://www.agendadeconvergenciamg.org.br/valedoaco/

https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0067912-pavimentaaao-da-mg-760-sem-previsao-de-retorno-admite-secretario-

https://www.fabriciano.mg.gov.br/materia/fabriciano-pleiteia-alcas-viarias-e-trevo-em-audiencia-da-antt-sobre-pedagios

http://portalnegociosja.com.br/aeroporto-podera-reabrir-apos-reforma-emergencial-da-pista/


Se você gostou deste artigo entre em contato comigo e sugira outros assuntos relacionados ao Turismo de Negócios.

Até a próxima semana, um grande abraço

Rodrigo Vieira Ribeiro e-mail: rodrigo@hoteldomhenrique.com.br


*Rodrigo Vieira Ribeiro é Pai, Presidente do Convention e Visitors Bureaux do Vale do Aço, Diretor de Marketing e Comunicação do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas, Diretor de Comunicação da ACE/CDL de Timóteo, Proprietário do Hotel Dom Henrique, Mestre em Educação e Designer.