Hora de pensar em 2020 Galo!

Por: Victor Rodrigues

Cruzeiro e Fluminense. Dois adversários diretos, dois jogos como visitante, e o Atlético conseguiu dois empates que lhe deixam muito próximo de confirmar sua continuidade na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

No sábado, um primeiro tempo ruim em que foi dominado amplamente e a melhora na segunda etapa, que permitiu ao time de Vagner Mancini sair com o empate. Em uma temporada melancólica, cujo risco de rebaixamento se mostrou muito próximo em alguns momentos, o Atlético tem tudo para terminar o ano lutando por uma vaga na Sul-Americana e se planejando para não cometer os mesmos erros cometidos em 2019.

Para 2020, a diretoria deve manter o pé no freio nos investimentos, consequência de vários anos com administrações que, por mais que tenham trazido títulos à sede de Lourdes, afundaram o clube financeiramente. Mas o investimento tímido não deve ser sinônimo para dinheiro mal usado, e essa é a principal missão do Atlético para o ano que se aproxima: gastar de maneira precisa.

Bruno Cantini/Atlético


A principal escolha deve ser a do treinador. Por mais que esteja cumprindo seu papel de afastar o time da zona de rebaixamento, Vagner Mancini não faz um bom trabalho há anos, se limitando apenas a apagar alguns incêndios. Ao que tudo indica, Fábio Carille pode estar muito próximo de assumir esse posto, mesmo após um trabalho muito ruim no Corinthians, o mesmo clube em que foi campeão brasileiro em 2017.

Confirmada a contratação, é importante que a torcida saiba que esse seria mais um treinador que pouco tem a ver com o estilo “galo doido” que se consagrou nos melhores momentos do clube na década e é motivo de saudades de grande parte dos torcedores. Carille pauta seu time através da defesa, tentando controlar o jogo a partir de uma forte marcação e sem deixar o adversário criar muitas chances. Se for necessário dar a bola ao rival, mesmo jogando em casa, sua equipe o faz sem constrangimento algum.

Feita a escolha do treinador, hora de pensar na montagem do elenco. Por mais que esse tenha sido um dos grupos de jogadores mais frágeis do Atlético nos últimos anos, ainda existem bons valores individuais que podem render um bom time. Alguns nomes, como Guga, Rabello, Jair, Nathan e outros atletas da base, mostraram qualidade e podem ter uma sequência em 2020. Outros jogadores, como Luan, Elias e Fábio Santos, acrescentam muito pouco e são caros.

O caso de Luan é o que mais chama a atenção. Vindo da Ponte Preta após ótimo Brasileirão 2012, o jogador logo ganhou o carinho da torcida pelo seu futebol e a raça demonstrada em campo, sendo parte importante das taças conquistadas em 2013 e 2014. Mas hoje sua relação com o clube já aparenta um grande desgaste, e sua saída pode ser planejada.

Portanto, essa é a missão: montar um elenco que mescle bons jogadores jovens com experientes que possam trazer algum retorno. Sob o comando de um treinador competente, essa soma pode resultar em um time que ainda estaria longe daquele campeão da Libertadores em 2013, mas muito mais competitivo do que foi em 2019.