Sem Jeitinhos: A Lei!

Rodrigo Dias*

É difícil escrever quando poucos irão entender e consequentemente muitos irão discordar...

O Direito é assim... agrada uns na medida que desagrada outros, reparando aqui e acolá os efeitos no mundo fático com base na intenção do povo projetada em palavras que servem para organizar a convivência do povo em determinado local - a famosa Lei.

O rigor da norma, ao contrário da cultural prática do brasileiro, não pode se sujeitar à jeitinhos de acordo com o que A, B ou C pensa sobre o mundo. Quiçá dançar de acordo com o ritmo dos aplausos, na melodia da voz das ruas.

Eu diria que a velocidade do avanço no campo da informatização é diretamente proporcional à diminuição da percepção quanto a alguns limites.

Em suma, não aventuremos em águas desconhecidas.

Entender, antes de criticar, é essencial.

Reproduzir, apenas para ter uma sensação de pertencimento, reduz o humano às estatísticas.

E que bom que não vingou o argumento das estatísticas na conclusão do julgamento no Supremo na data de ontem.

Já pensou ser reduzido à condição de inexistência na visão do Estado?

Rodrigo Dias é advogado e procurador da Câmara Municipal de Timóteo