Supermercados e outras lojas podem abrir no feriado

Setor alimentício está autorizado a funcionar neste sábado, dia de Finados, em Ipatinga, Fabriciano e Timóteo

Emmanoel Franco

Expectativa de lojas cheias neste sábado


Negociações entre os sindicatos dos empregados e dos patrões das três principais cidades do Vale do Aço garantiram a abertura de supermercados e estabelecimentos do setor neste sábado (02), feriado de Finados. O funcionamento, em Coronel Fabriciano e Timóteo, está autorizado das 8h às 17h, enquanto em Ipatinga as lojas do segmento poderão abrir das 8h às 18h.

Conforme informa o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços (Sindcomércio) Vale do Aço, as empresas aptas a abrir em Ipatinga são aquelas em dia com as devidas obrigações sindicais. O mesmo acontece em Fabriciano e Timóteo, onde os supermercados e demais lojas autorizados a funcionar estão elencados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada com o Secteo-CF, entidade que representa os comerciários nas duas cidades.

Além de supermercados, também podem abrir açougues, casas de carne, hortifrútis, mercearias e varejões. “Trata-se de um setor cujo movimento maior é registrado aos fins de semana. Assim, o prejuízo se essas lojas ficassem fechadas nesse sábado seria imenso, uma vez que a expectativa, por ser feriado, é que o movimento chegue a triplicar”, prevê José Maria Facundes, presidente do Sindcomércio.

O dirigente sindical lembra que a legislação federal prevê que não se pode usar a mão de obra dos empregados em feriados, salvo por Convenção Coletiva de Trabalho. “A nossa busca contínua é por sempre manter o comércio aberto. Nem sempre é possível, pois uma negociação só chega ao fim com consenso das duas partes”, observa.

Mão de obra

Neste dia de Finados também estarão abertos os chamados serviços básicos à população, como farmácias, postos de combustíveis e padarias. “Lembramos, também, que não há impedimento àquelas empresas menores que querem abrir as portas sem seus funcionários, ou seja, apenas com os proprietários na linha de frente. A lei proíbe apenas o uso da mão de obra do empregado”, conclui Facundes.