Casal promove vaquinha para adotar criança de oito anos com deficiência

Fisioterapeuta e estudante mineiros têm o sonho de adotar um filho, mas empecilhos dificultaram o processo

[imageme39441]"Precisamos da ajuda de todos vocês para realizarmos o sonho de iniciarmos nossa família". É assim que começa o texto de apresentação dos noivos Flávia Guilarducci, de 27 anos, e Erton Pereira, de 26. Eles estão promovendo uma vaquinha virtual para conseguir adotar uma criança.

Segundo Flávia, desde fevereiro de 2019, eles estão no Cadastro Nacional de Adoção, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas o processo foi aberto em março de 2018. "Eu sempre falei que iria adotar, desde criança. Mas esperei um pouco, para me estabilizar", conta.

A fisioterapeuta ainda namorava Erton na época, que é estudante. Ao preencherem o cadastro, eles optaram por adotar uma criança de 2 a 7 anos, que foge dos padrões de adoção no Brasil."Eu sempre quis adotar uma criança mais velha. Eu posso ser mãe biológica, por isso não me via adotando um bebê recém-nascido", disse Flávia, que enfatiza o desejo de ainda gerar um filho.

No final de agosto deste ano, eles receberam a notícia tão esperada. "Fomos agraciados com a possibilidade de adoção de um anjo, que sem sombra de dúvidas Deus guardou para nós. Estamos muito felizes e esperançosos, lutando todos os dias para ter nosso filho em casa", contam.

O menino, que tem 8 anos, é de uma cidade no Espírito Santo. Como o casal mora em Barbacena, no Campo das Vertentes, a 527 km de Vitória, o processo ficou um pouco mais difícil. A cidade de onde a criança é não foi revelada, por ser segredo de Justiça. "Nosso anjo tem 8 anos de idade, se enquadra no perfil hoje considerado adoção tardia e também especial por se tratar de uma criança com necessidades e deficiências."

A etapa inicial do processo de adoção chama-se estágio de convivência ou aproximação. O casal precisa fazer algumas visitas, durante aproximadamente três meses, ao abrigo onde o menino fica, para estabelecer uma relação de confiança entre a futura família.

Para que essas visitas possam ser feitas, e Flávia e Erton ganhem o direito de adotar o menino, o casal pede ajuda financeira para que isso aconteça. O objetivo é arrecadar R$ 15 mil, pois eles não tem condições de arcar com todas as despesas. "O custo aproximado de cada viagem para nós será de R$1.200,00 somando-se passagens de ônibus, hotel, transporte interno na cidade e alimentação", informaram.

Após essa fase de adaptação, que também consiste em contatos feitos por vídeo e mensagens de texto, Flávia estima que em outubro o processo de adoção irá começar para valer.

"Pedimos então a sua contribuição, com o valor que você puder. Isso nos ajudará com toda certeza. E seremos eternamente gratos por todos que contribuírem para nosso sonho de viver em Família e poder dar ao nosso filho a vida e o tratamento que ele merece", conclui.

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