Atingidos por barragens se reúnem na porta do Tribunal de Justiça, em BH

Grupo, de aproximadamente 300 pessoas, aguarda posicionamento de mais uma audiência relacionada à tragédia de Brumadinho

[imageme39410]Cerca de 300 pessoas que participam do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se reúnem, na tarde de terça-feira (24), na porta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no bairro Luxemburgo, região Centro-Sul de Belo Horizonte. No local acontece mais uma audiência em relação ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana da capital, no dia 25 de janeiro. A tragédia deixou dezenas de mortos e desaparecidos.  "A audiência de hoje está  julgando todo a questão socioambiental e socioeconômica do crime da Vale em Brumadinho. Hoje os assuntos foram a questão do pagamento mensal emergencial, já se começa a discutir a continuidade desse direito visto que a Vale não reparou as pessoas das famílias atingidas em toda a bacia do rio Paraopeba", explicou Joceli Andrioli, membro do MAB. Outro ponto discutido, segundo ele, é a questão de assessoria técnica independente para assessorar os atingidos. "A Vale está enrolando no plano de contratação. O juiz deu o prazo de dez dias para a empresa se pronunciar desse assunto. Se ela não se pronunciar, ele vai tomar uma decisão para a contratação. A questão da água também é muito séria, tantos das comunidades atingidas com preocupação de ter água contaminada e tem famílias que não estão recebendo água mineral", afirmou.  Os participantes da ação chegaram ao tribunal em ao menos oito ônibus. Além de moradores de Brumadinho, grupos das cidades de Mário Campos, São Joaquim de Bicas, Betim e Juatuba também marcaram presença. Na porta do TJMG eles se reuniram com faixas, cantaram e receberam lanches, que, segundo Andrioli, são resultado de uma "vaquinha" feita pelos próprios atingidos.  Uma viatura da Polícia Militar acompanha o ato, e nenhuma ocorrência foi registrada. A audiência ainda está em andamento.  O que diz a Vale Por meio de nota, a Valeu informou que há um acordo junto aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, Defensorias Públicas da União e do Estado e Advocacias do Estado e da União para pagamentos de indenizações emergenciais a todos os moradores de Brumadinho e aos residentes a até 1 km da calha do Rio Paraopeba por um ano, a partir de 25 de janeiro. Ainda de acordo com a Vale, até o momento, mais de 107 mil beneficiários já recebem a ajuda emergencial no valor de um salário mínimo por adulto, 1/2 por adolescente e 1/4 de salário mínimo para criança.