Obras de cinco hospitais regionais vão ser retomadas

Secretaria de Estado de Saúde aposta na iniciativa privada para concluir obras e gerir unidades

Leo Fontes


Secretário Carlos Eduardo Amaral deu entrevista à rádio Super 91,7 FM
Paralisadas há anos, as obras de ao menos cinco dos 11 hospitais regionais de Minas Gerais devem começar a sair do papel no próximo ano. Com ajuda da iniciativa privada, a expectativa é que as unidades de Governador Valadares, Sete Lagoas, Divinópolis, Montes Claros e Juiz de Fora fiquem prontas até 2022.

Planejados em 2008 como alternativa para desafogar a demanda da região Central do Estado, a maior parte das obras foi paralisada em 2014, quando se intensificou a situação de crise fiscal no Estado. As unidades previam a criação de centenas de leitos, unidades de terapia intensiva e expansões futuras até com um heliponto, no caso de Governador Valadares.

Em Montes Claros, um dos locais prometidos para o início das obras ainda em 2020, o projeto sequer foi iniciado. O valor inicial da obra era de R$ 113.391.969,00. O local que está com as obras mais avançadas é Governador Valadares, que tem 69% do projeto concluído.   



?Estamos buscando identificar qual é a melhor forma de concluir cada hospital e assim priorizar aqueles que possuem maior demanda. Em dezembro concluímos esse estudo. Mas a ideia é buscar parcerias com a iniciativa privada seja para a conclusão dessas obras, seja para fazer a gestão ou a administração. São modelos diferentes do que temos hoje. Buscamos algo criativo e inovador que encaixe com a situação financeira do Estado?, afirmou em entrevista a rádio Super, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. 

Números. De acordo com o secretário, atualmente, Minas Gerais possui obras de 267 unidades básicas de saúde paralisadas e mais de 200 obras de ampliação de estruturas hospitalares inacabadas. 

A expectativa era de que esses hospitais criassem mais de 1,5 mil leitos no Estado. O valor total investido nos projetos, somando-se os equipamentos, foi de R$ 935.106.349,63. Faltam ainda R$ 750.084.233,63, segundo a Secretaria de Estado de Saúde.