Votação do projeto Escola sem Partido na Câmara de BH é adiada

Vereadores da bancada de esquerda atuam para impedir que matéria seja levada a plenário

DIVULGAÇÃO


Pedro Patrus, vereador do PT
Marcada para ontem, a votação do projeto de lei Escola sem Partido é travada mais uma vez na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Com atuação enfática da bancada da esquerda na tentativa de obstruir a pauta do dia e com a presença de movimentos sociais, contrários e favoráveis ao PL nas galerias, a votação foi adiada para a sessão plenária desta quinta-feira. 

De acordo com vereadores da frente cristã, autores do projeto, o intuito é criar regras para coibir o que eles denominam ?doutrinação? e ?ideologia de gênero? nas escolas da rede municipal, por parte do professores. ?O projeto é democrático, nós temos hoje professores que se dizem professores, mas são doutrinadores que não respeitam a educação religiosa e moral dos pais?, ressaltou Fernando Borja (Avante).

Vereadores da esquerda alegam inconstitucionalidade e apontam tentativa de censura. ?O que eles querem é um escola com partido, mas apenas o partido deles, as ideias deles. Não podemos aceitar a lei da mordaça nas escolas. Essa discussão em caráter nacional já está sendo encerrada e esses vereadores, visando votos, tentam emplacar ela aqui?, afirmou Pedro Patrus (PT). 

O tema tem sido debatido em caráter nacional e, inclusive, encontrou barreiras na Câmara dos Deputados, que julgou o projeto inconstitucional.

A plenária de ontem foi marcada por muitas paralisações, vários pedidos de conferência de quórum e fortes discussões. Vereadores da esquerda tentaram acordar que se retirasse da pauta o projeto para que se votasse os sete restantes. 

A sessão se prolongou para além das 18h30, horário-limite, e a presidência pediu prorrogação. Por volta das 19h, os vereadores entraram em um consenso e votaram apenas o primeiro projeto da pauta ? manutenção do veto parcial do Executivo ao Plano Diretor, aprovado no plenário, e depois esvaziaram a sessão.

Na pauta, estava também a votação em segundo turno da liberação do terreno para a construção da Arena MRV, futuro campo do Atlético. Com isso, a torcida organizada Galoucura também esteve presente nas galerias.