Homem atira e mata mulher enquanto aguardava a filha sair da escola em BH

Atirador cometeu o crime por não aceitar o término do relacionamento com a vítima; ele disparou ao menos quatro vezes contra ela

Uarlen Valério


Polícia precisou isolar o local para a perícia
Uarlen Valério


Polícia realizou perícia no local do crime
Uma mulher de 35 anos foi baleada pelo ex-companheiro enquanto aguardava a filha sair de uma escola infantil no bairro Santa Mônica, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (4). Ela chegou a ser encaminhada ao hospital, mas não resistiu e morreu. Inconformado com o fim do relacionamento, o atirador, de 33 anos, disparou ao menos quatro vezes contra a vítima e tentou se matar em seguida. 

Testemunhas contaram que tudo aconteceu em poucos minutos. Uma mulher, que não quis se identificar, contou que aguardava o horário em que as crianças seriam liberadas da escola quando, por volta de 17h30,  viu Lima entrar armado na rua Norte. "Na hora, pensei que fosse um assalto", relatou a testemunha, que se escondeu dentro da instituição de ensino. A jovem ouviu quando o atirador abordou a vítima. "Ele gritava: 'você acabou com a minha vida'", contou a mulher. 

A Polícia Militar foi acionada enquanto o casal discutia. Uma viatura que passava pelo bairro chegou ao local da ocorrência cerca de um minuto depois, conforme o tenente Georgio Magalhães, do 49° Batalhão. Mas ao perceber a chegada dos militares, Lima disparou contra a vítima. Segundo o tenente, antes que a PM conseguisse intervir, o atirador mirou a própria cabeça e disparou duas vezes.   Um dos tiros pegou de raspão, mas o outro atingiu o crânio do agressor. O carro de uma testemunha também foi atingido por um disparo.

Os dois foram socorridos para o pronto-socorro do Hospital Risoleta Neves. A vítima já chegou morta ao local. Já o  agressor foi socorrido com vida. Ele passou por uma cirurgia na unidade hospitalar. O estado de saúde dele é grave, mas de acordo com a assessoria de imprensa da unidade, a situação é considerada estável.

A Polícia Militar precisou isolar a escola e os professores foram orientados a manter as crianças na sala de aula até que a vítima e o atirador fossem socorridos. Assustados, vizinhos preferiram não comentar o caso. A Polícia Civil foi acionada e realizou perícia na cena do crime.

Atualizada às 20h47