Por 39 votos a 0, Câmara abre investigação contra Wellington Magalhães

O próprio ex-presidente votou pela abertura do processo.

Flávio Tavares


Wellington Magalhães
A Câmara Municipal de Belo Horizonte abriu, na tarde desta quarta-feira (14), a segunda investigação contra o ex-presidente Wellington Magalhães (DC). Foram 39 votos favoráveis e 0 contrários à abertura da Comissão Processante. 

Não votaram a presidente Nely Aquino (PRTB) por força de regimento e o vereador Flávio dos Santos (Podemos), que estava ausente. Mateus Simões (Novo), autor da denúncia, não pode votar. No lugar dele votou Bernardo Ramos, secretário adjunto de Saúde do Estado, que pediu exoneração para que pudesse participar da votação.

Conforme anunciou no pinga-fogo na sessão de terça (13), Magalhães também votou pela abertura do colegiado para investigar a quebra de decoro parlamentar. 

Agora, a Comissão Processante, que será presidida pelo vereador Preto (DEM), tem 90 dias para investigar o ex-presidente. O relator do colegiado será Elvis Côrtes (PHS), que ao fim dos trabalhos vai apresentar relatório pela cassação ou absolvição, que será votado pelo plenário da Casa. O vereador Maninho Félix (PSD) também integra o colegiado.

Denúncia

A denúncia apresentada inicialmente por Mateus Simões (Novo) elencou quatro pontos para a quebra de decoro: o ex-presidente fazer uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, por ordem judicial, criando constrangimento aos demais parlamentares; Magalhães ter ficado foragido da polícia; ter em abuso de suas prerrogativas e proveito exclusivamente próprio, promovido alteração de distribuição espacial no âmbito da Câmara; além de ter ameaçado outros vereadores. 

No último dia 5, Simões adicionou à representação o integral teor de ação de impropriedade administrativa recentemente ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais contra Magalhães, no último dia 2. Um dia depois, Mariel Marra protocolou a denúncia, em que também alega quebra de decoro parlamentar do vereador denunciado, baseado na nova ação proposta pelo MP.