'Príncipe do tráfico' preso em Santa Luzia tinha BMW e vida de luxo

Homem de 30 anos foi preso nesta quarta-feira, na operação Maquiavel, da Polícia Civil; agentes apreenderam celulares, relógios e joias

Fred Magno/O TEMPO


De acordo com a delegada Bianca Prado, foram quatro meses e meio de investigação
Fred Magno/O TEMPO

O príncipe do tráfico de Santa Luzia, de 30 anos, perdeu o posto ao ser preso na manhã desta quarta-feira (14) na megaoperação Maquiavel, da Polícia Civil, que tirou de circulação outros 17 suspeitos de envolvimento com a venda de entorpecentes na cidade da região metropolitana de BH. Ele foi encontrado vivendo em condições luxuosas, com direito a um BMW e motos caras na garagem e banheira de hidromassagem na suíte.  Embora seja apontado como chefe da maior organização criminosa da parte alta de Santa Luzia, o nome do suspeito nunca tinha sido citado em qualquer ficha criminal até a operação desta quarta, afirmou a delegada Bianca Prado, responsável pela operação. Para chegar até o suspeito e os demais membros da quadrilha, foram necessários quatro meses e meio de investigações. "Chegamos à maior associação já identificada em Santa Luzia. Identificamos 24 alvos, sendo cumpridos 19 mandados de prisão, já que os outros eram menores", detalhou a delegada.  Dos 18 presos, três são mulheres que seriam donas de bares que funcionavam como pontos de venda de entorpecentes. Elas devem ser indiciadas por envolvimento com o tráfico, segundo a delegada.  Além dos veículos de luxo, foram apreendidos drogas, jóias, relógios caros, aparelhos eletrônicos e vários aparelhos celulares. Todo o material ainda estava sendo contabilizado no início da tarde.  O delegado regional César Monteiro comemorou o resultado da operação Maquiavel, que contou com 120 agentes da corporação. "Queremos ressaltar que não existe principado do crime organizado. O que existe é o império da lei e da ordem", defendeu o policial.  As prisões levaram um grande número de familiares à porta da delegacia em busca de informações. A mãe de um deles, que não quis se identificar, lamentou o fato de o filho ter ido para a cadeia pela segunda vez. "Dói, porque a gente cria os filhos, mas quando crescem eles se envolvem com esse tipo de coisa. É difícil", disse. As investigações ainda devem ter desdobramentos. Os 18 suspeitos foram presos preventivamente e devem ser encaminhados ao sistema prisional ainda nesta quarta.