Ação conscientiza população a utilizar a faixa para atravessar rua

Mobilização foi organizada pela BHTrans na região central da capital

João Leus/O Tempo

O número de atropelamentos em Belo Horizonte teve queda de 64% em 18 anos. O dado é da BHtrans. Enquanto no ano 2000 foram registrados 4.148 acidente desse tipo, em 2018 foram 1.475 atropelamentos. Apesar da dimunição, a BHTrans promoveu nessa quinta-feira (8) uma ação de conscientização para comemorar o dia do pedestre. A primeira atividade, foi a implatação de um semáforo para pedestres na avenida do Contorno com timbiras, Na região Centro-sul. A segunda foi a distribuição de materiais educativos em frente à  Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Timbiras, na mesma região.

"Nesse dia nós convidamos as pessaos para que tenha mais reflexão sobre os comportamentos seguros no trânsito de Belo Horizonte. Na ação estamos abordando pedestres e dando dicas de segurança, além da distribuição de balões para as crianças. Temos campanha permanentes de rua e realizamos projetos nas escolas e palestras nas empresas, sempre com a preocupação de deixar a cidade com índice zero de acidentes no trânsito", disse a a gerente de educação para a mobilidade da BHTrans, Maria Agusta Gatti. 

O fotografo João Kleber, 50, disse que aprova a ação de conscientização. "É um incentivo bem bacana pra gente estar lembrando dessa questão. As vezes a gente está com pressa e quer atravessar no dinal fechado, mas temos que sempre lembra que o mais importante é a nossa vida", pontuou. 

O dia não é só de comemoração, mas também de cobrança. O funcionário público Antônio Claret, 60, reclama que as condições de acessibilidade da cidade são um obstátulo diário para os pedestres. "Quando a cidade foi planejada ela deixou os passeios muito curtos. Mesmo com as linhas de acessibilidade, acho que uma pessoa terá muita dificuldade de passar pelo passeio. Há muitos buracos e imperfeições nos passeio, é difícil", disse. 

Para ser pedestre não adianta só reclamar, é preciso seguir as regras e ter mais conscientização. Essa é a opinião da funcionária pública Angela Sampaio, de 53 anos. "Eu vejo que a minha geração não é muito conscientizada. Mas a geração que está vindo das crianças vejo que elas são educada. Lá em casa as crianças que policiam a gente", disse a funcionária pública.

Denúncias de passeios em mal estado de conservação podem ser feitas por meio do telefone 156, no portal de serviços da Prefeitrua de Belo Horizonte ou ainda pessoalmente BH Resolve, a avenida Santos Dumont, 363 no Centro.