Estelionatária finge que é policial para aplicar golpes em BH

Aos investigadores, ela disse que vestia camisas e portava documentos da Polícia Civil porque era seu sonho ser agente quando pequena

Alex de Jesus/O Tempo


A suspeita vestia uniformes da Polícia Civil e portava documentos para fingir que pertencia à corporação
Uma mulher de 33 anos foi presa no Conjunto Minascaixa, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, nessa quinta-feira (25), suspeita de falsificar documentos públicos e dinheiro, portar ilegalmente arma de fogo e até cometer furtos e roubos.

Desde que uma denúncia anônima contra ela foi feita, por repassar dinheiro falso no comércio local em Venda Nova, a Polícia Civil a monitora. Na casa da suspeita, foram apreendidos uma carteira de policial civil e um distintivo falsos, um boné e duas camisas com a logomarca da corporação, um dispositivo de choque, R$ 3.390 em cédulas falsas, um veículo, R$ 2.300 em notas verdadeiras e documentos de vítimas que foram roubadas ou furtadas por elas.

Também foram recolhidas uma submetralhadora de fabricação caseira, duas réplicas de pistolas calibre 380. As armas, de uso restrito às forças de segurança, eram tão perfeitas que, segundo os policiais, seriam capazes de enganar qualquer pessoa. 

Segundo os policiais, para confeccionar seu documento falso, a mulher usou o número de registro de um investigador que vive em Ouro Preto e teve o documento roubado. O que chamou a atenção dos agentes é que tanto o modelo do registro falsificado e os uniformes usados por ela são antigos. 

A suspeita admitiu ter sido presa em fevereiro com notas falsas, mas negou todos os outros crimes. Ela disse que o material apreendido em sua casa pertencia a um namorado que vive no Aglomerado do Borel e que ele a ameaçava para que ela guardasse todo o conteúdo. Ainda segundo ela, todos os documentos e uniformes eram dela, que sonhava ser policial civil quando era criança.