'Passado não pode ser esquecido', diz Bolsonaro em memorial do Holocausto

O museu é um local de tributo aos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas

Gali Tibbon/AFP


Bolsonaro visitou a Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, em Jerusalém
"Aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro". Foi com esta frase, que disse ser de autoria própria - mas que parece variação do original "Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo", do filósofo e ensaísta espanhol George Santayana -, que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, marcou sua passagem durante visita a Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, em Jerusalém. 



O museu é um local de tributo aos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante o Holocausto. No local, ele também citou uma passagem da Bíblia e disse estar tocado.



Bolsonaro fez o curto pronunciamento após assinar o livro de visitantes. 



Antes, ele participou de uma cerimônia no Hall da Memória, que contou com o coro infantil Ankor. O presidente acionou a alavanca que ativa a Chama Eterna e, em seguida, bateu continência.



No chão, há o nome dos principais campos de extermínio. 



Bolsonaro também depositou uma coroa de flores no local e fez um minuto de silêncio. Ao final, houve uma oração.



Protesto



Enquanto Bolsonaro participava de uma cerimônia fechada a imprensa antes de plantar uma oliveira no Bosque das Nações, em Jerusalém, duas pessoas mostravam ao longe cartazes para a imprensa com dizeres em português "proteger a Amazônia" e "tolerância entre humanos e natureza". Eles são israelenses.



Com a aproximação de jornalistas, a policia pediu a retirada dos manifestantes. O plantio da muda no bosque é um protocolo das visitas de chefes de Estado ou de governo ao local.