Conmebol veta mosaicos com bandeiras e materiais que não são de papel

Determinação segue a cartilha de decisões polêmicas divulgadas pela entidade nos últimos meses

A Conmebol divulgou uma adaptação ao regulamento de segurança instituído para as competições promovidas pela entidade, dentre elas a Libertadores. Uma situação chama muita atenção. O veto aos mosaicos com a presença de bandeiras, banners, cartolinas e similares. O Cruzeiro, por exemplo, por norma da entidade ficaria proibido de subir a Raposa estilizada e com a inscrição "La Bestia" no formato 3D como aconteceu nos jogos do ano passado. 

A nova regra determina então que os mosaicos terão de ser compostos por pedaços de papel e jamais podem ser montados durante os jogos.

A decisão segue a cartilha de posturas polêmicas da entidade nos últimos meses. Antes dos mosaicos, a discussão se ateve à proibição de bandeirões, a obirgatoriedade de wi-fi nos estádios, uma realidade bem distante do padrão América do Sul, além de caminhar, por meio da obrigação de todos os estádios terem cadeiras numeradas, para que todos acompanhem os jogos sentados.

A Confederação já proíbia o uso de pirotecnia durante as partidas por parte dos torcedores, principalmente o uso de sinalizadores. A decisão foi tomada depois do incidente da torcida corintiana em Oruro, quando um torcedor do San José, Kevin, de apenas 14 anos, foi atingido por um sinalizador de navio atirado pela torcida do Corinthians.