Nova lei em Belo Horizonte quer ampliar efetivo de guardas mulheres

Se regra já valesse, haveria 205 agentes femininas; hoje são 71; mudança, porém, só vai ocorrer após a realização do próximo concurso

Belo Horizonte poderia ter ao menos 205 guardas municipais femininas, em vez de 71, número atual, se a Lei 11.156, que prevê um mínimo de 10% de mulheres no quadro de agentes da Guarda Municipal da capital já estivesse em vigor. A legislação foi sancionada nessa quinta-feira (10) pelo prefeito Alexandre Kalil (PHS), mas só valerá assim que um novo concurso for realizado. Atualmente, dos 2.054 guardas da capital, 3,4% são mulheres.



A partir dos próximos concursos, a lei deve ser respeitada. Há previsão de uma seleção para os primeiros meses do ano, mas os detalhes não foram divulgados pela corporação.



?(A nova lei) é um ganho para nossa instituição, a mulher é muito importante na nossa rotina. Elas são mais detalhistas na confecção de documentos e na lida do cotidiano?, considera o guarda municipal Nelson Martins.



A nova legislação prevê também a reestruturação da carreira dos guardas, que vão conseguir subir de cargo em menos tempo. ?Na carreira anterior, somente 180 guardas (8,7% do efetivo atual) chegariam a se movimentar (na carreira) e gastariam 30 anos para isso. A proposta é que essas distorções sejam corrigidas?, explica o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis.



A partir do próximo mês, o salário-base da categoria terá um reajuste de 2,43% ? o salário atual é de aproximadamente R$ 2.600.



Grande BH. Em Contagem, na região metropolitana da capital, o efetivo é de 421 agentes, sendo 64 mulheres. A porcentagem mínima de mulheres no concurso de 2015 foi de 15%. O salário inicial de um guarda é de cerca de R$ 3.200.



Em Betim, na mesma região, a porcentagem é de 10%, e 18 mulheres atuam na corporação. O vencimento inicial é de R$ 1.956.