'Cerco a Maduro está se fechando', diz Eduardo Bolsonaro

A escassez no país - que já foi um dos protagonistas na América Latina - fez com que milhares de venezuelanos deixassem o país; a maioria migrou para Colômbia e Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) disse que o "cerco a Nicolás Maduro", presidente da Venezuela, "está se fechando", após a eleição de seu pai, Jair Bolsonaro, para Presidência do Brasil. 

Isso porque, segundo Eduardo Bolsonaro, o "Brasil é metade da América Sul e todos os vizinhos democratas estavam esperando uma posição mais atuante nossa no cenário internacional", completou ele em uma postagem na rede social Twitter. 

Na segunda-feira (7), Maduro disse que vai se fazer respeitar enquanto comandante da Venezuela. "A quem não reconhecer a legitimidade das instituições venezuelanas daremos uma resposta recíproca e oportuna. Agiremos com muita firmeza", disse Maduro. 

A situação da Venezuela é crítica há anos. Reportagens e depoimentos de pessoas que passaram pelo país afirmam que não há, por exemplo, comida e medicamento para maioria da população. 

A escassez no país - que já foi um dos protagonistas econômicos na América Latina - fez com que milhares de venezuelanos deixassem o país. A maioria migrou para Colômbia e Brasil. 

Os migrantes buscam oportunidades que não encontram na Venezuela comandada por Maduro. 

Seis anos 

Nesta quinta-feira (10), Maduro deve assumir um novo mandato por um período de seis anos, o que mostra a falta de rotatividade no poder daquele país. Mais de dez países não reconhecem o novo mandato de Maduro.