Preso no Paraguai, chefe do tráfico deve chegar ao Rio neste domingo

Conhecido como Capilé, criminoso foi entregue as autoridades brasileiras na alfândega em Foz do Iguaçu

Apontado com um dos maiores traficantes de drogas e armas do País, Carlos Eduardo Sales Cardoso, o Capilé, está sendo esperado neste domingo (16) no Rio de Janeiro, onde será levado diretamente para o presídio Laércio da Costa Pellegrino, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste.

Ele foi preso na manhã desse sábado (15) em Assunção, no Paraguai, onde vivia há três anos.

De lá, Capilé foi transportado em um avião e entregue a autoridades brasileiras na alfândega da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná, e levado para a Delegacia da Polícia Federal, de onde será transferido para o Rio.

Capilé era um dos chefes do tráfico na favela de Acari, na zona norte do Rio. Ele foi preso numa ação conjunta de agentes da 39ª Delegacia de Polícia, na Pavuna, e da Polícia Federal.

O traficante vivia em um bairro de classe média alta da capital paraguaia. Em sua casa, havia câmeras de segurança, grades e cerca eletrificada. A polícia apreendeu no local uma coleção de relógios, joias e cerca de R$ 450 mil em dinheiro.

No momento da prisão, Capilé estava com a mulher, dois filhos menores, o sogro e um amigo - que seria um dos seguranças do traficante. Considerado um dos principais líderes da facção criminosa Terceiro Comando Puro, que atua no Rio, o traficante era procurado há dez anos.

As investigações revelam que ele vivia no país vizinho desde que deixou Acari há três anos, para acompanhar a compra de armas e drogas. Pelo menos seis facções criminosas atuam no Paraguai, de onde enviam drogas, armas e munições para o Brasil.