Hospital Márcio Cunha anuncia retorno temporário dos Atendimentos Eletivos pelo SUS

Na próxima terça-feira (07), mais uma assembleia do Corpo Clínico será realizada para nova deliberação.

Em assembleia extraordinária, realizada na noite de ontem (1º), com o objetivo de deliberar a respeito da continuidade da paralisação dos atendimentos eletivos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), o Corpo Clínico do Hospital Márcio Cunha (HMC) decidiu pelo retorno da prestação dos serviços por 72 horas úteis, ou seja, até a próxima terça-feira (07).

O Corpo Clínico atendeu à solicitação do prefeito de Ipatinga, Nardyello Rocha, que se comprometeu em liderar um movimento de prefeitos e outros representantes da região visando negociar com o Governo do Estado e obter um retorno positivo quando ao pagamento da dívida de R$ 32 milhões ao HMC ou uma previsão para que isso aconteça. A diretoria do Hospital se reuniu com o promotor Rafael Pureza, titular da 9ª Promotoria da Comarca de Ipatinga, responsável pela área da saúde, que também se mostrou disposto a mediar a situação, reforçando junto ao Estado os riscos da paralisação e necessidade de regularização dos pagamentos.

"Lamentamos que a situação tenha chegado a esse ponto, sem um posicionamento do Estado até o momento. A única manifestação feita pelo governo foi para, equivocadamente, contestar o valor da dívida. O Corpo Clínico, de forma muito responsável, atendeu ao pedido do prefeito de Ipatinga para que continuássemos com a totalidade dos atendimentos ao SUS e se comprometeu conduzir uma nova tentativa de regularizar os pagamentos", afirma o superintendente do Hospital Márcio Cunha, Mauro Oscar Souza Lima.

Os médicos destacaram o compromisso junto ao SUS, mas reiteraram que, caso as negociações quanto ao pagamento não evoluam, os serviços eletivos destinados aos pacientes do SUS podem voltar a ser paralisados, até que a dívida seja quitada ou até que seja apresentado um cronograma para realização dos pagamentos. "Caso a situação não seja resolvida nos próximos dias, o corpo clínico não tem condições de continuar com os atendimentos eletivos do SUS, sem a garantia do pagamento dos honorários médicos", concluiu Soraya Alves Magalhães, diretora do Corpo Clínico do HMC.