Pré-candidatura de Dinis Pinheiro ao Estado perde força por falta de apoio de aliados

As bancadas do PP na Câmara dos Deputados e na Assembleia estariam insatisfeitas com o desempenho dele em pesquisas internas


A pré-candidatura de Dinis Pinheiro ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano pelo PP está “desidratada”. É assim que pessoas próximas ao ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) classificam o andamento dos planos dele de comandar o Estado. A falta de apoio de seus pares e a inabilidade em conseguir aliados teria sido o principal motivo para que a pré-candidatura perdesse força. Por isso, já há quem diga nos bastidores que ele vai mudar de legenda e se concentrar na disputa por uma cadeira no Senado.

A falta de força da candidatura de Dinis Pinheiro começa, segundo fontes da legenda, pela ausência de apoio em seu próprio partido. As bancadas do PP na Câmara dos Deputados e na Assembleia estariam insatisfeitas com o desempenho dele em pesquisas internas e pelo fato de ele não conseguir aglutinar lideranças importantes em prol de seu nome. Nos último dias, a situação teria ficado mais difícil após Odelmo Leão, prefeito de Uberlândia, vir até a capital mineira para tentar convencê-lo a desistir do pleito estadual.

“O Dinis está isolado. Não conseguiu juntar força política e não tem uma liderança importante em prol da sua candidatura. Falta um vigor, uma força nele, que ao longo da campanha, mais cedo ou mais tarde, iria aparecer. Ele não tem mais ninguém. Nos próximos dias a pré-candidatura não deve mais se sustentar”, declarou uma fonte do PP.

Com isso, o PP apoiaria a candidatura do deputado federal Rodrigo Pacheco para a disputa ao governo Estado. Atualmente, ele está no MDB, mas se o seu nome não for viabilizado na agremiação, ele pode migrar já no próximo mês para o DEM. Se essa troca de partido se confirmar, interlocutores disseram à coluna que PSDB e PPS também apoiariam a campanha de Pacheco. Os tucanos, inclusive, poderiam indicar um nome de vice para compor a chapa, já que desde a recusa do senador Antonio Anastasia em concorrer ao governo de Minas não há um nome forte na legenda para lançar uma candidatura própria com chances de chegar na reta final da disputa.

Diante dessa movimentação, Dinis Pinheiro estaria migrando para o Solidariedade para concorrer a uma cadeira ao Senado. Não seria novidade, já que no último mês o deputado federal e presidente do partido, Paulinho da Força, divulgou em suas redes sociais que o ex-presidente da Assembleia teria se filiado ao partido. Sendo que, horas depois, ele mudou o texto. Para a corrida ao Senado, é dito que Dinis contaria com o apoio do pré-candidato ao governo de Minas pelo PSB e ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda.

“Essa aproximação dele com o Lacerda, assim que viu que não ia ter mais chances no PP, deixou pessoas que apoiavam ele irritadas, como o Alberto Pinto Coelho (presidente da sigla em Minas). O Dinis também foi para essa linha porque não conseguiu que Anastasia apoiasse a sua pré-candidatura. Pelo contrário, ainda mostrou simpatia ao nome do Pacheco”, contou uma fonte.

Fonte: OTempo