Polícia Federal faz operação para investigar Confederação Brasileira de Handebol

As investigações são a respeito do uso de recursos públicos de um convênio de R$ 6 milhões firmado entre a CBHb e o Ministério do Esporte

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) uma operação que tem como alvo a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) e seus dirigentes.



Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em dois estados (São Paulo e Sergipe) e no Distrito Federal.



No estado nordestino, os agentes foram à casa do presidente licenciado da Confederação, Manoel Luiz de Oliveira, à sede da entidade e à residência de um funcionário que cuidava da área de contratos.



A operação recebeu o nome de Sete Metros, em alusão à penalidade mais grave aplicada no handebol -é o pênalti da modalidade. De acordo com a PF, são 15 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Cotia, São Paulo, Brasília e Aracaju.



As investigações são a respeito do uso de recursos públicos de um convênio de R$ 6 milhões firmado entre a CBHb e o Ministério do Esporte em 2011, para a realização do Mundial Feminino no Brasil naquele ano.



A pasta identificou que a verba foi usada de maneira irregular e mandou a CBHb devolver toda a quantia -que hoje, corrigida, é R$ 10 milhões.



Além disso, a Justiça Federal do Distrito Federal também apontou irregularidades, como licitações forjadas, contratações irregulares e sobrepreço, e determinou o afastamento do presidente Manoel Luiz de Oliveira, que estava no cargo havia quase 30 anos.



Entretanto, ele se aproveitou da demora para a sede da confederação, em Sergipe, ser comunicada da decisão e, antes disso, pediu afastamento por motivos de saúde -meses antes, passara por cirurgia cardíaca.



Ou seja, a Justiça determinou seu afastamento, mas ele já não está no cargo, oficialmente, por motivos de saúde. Quem o substitui é seu vice e antigo aliado, Ricardinho. 



O cenário não agradou aos patrocinadores da entidade. O Banco do Brasil decidiu não renovar o patrocínio master, que acabou no final de maio, enquanto a fornecedora de material esportivo rescindiu o contrato de maneira unilateral.



Por causa da dívida com o Ministério do Esporte, a CBHb também não recebe mais recursos da Lei Agnelo/Piva, do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).