Cemig apresenta balanço das ações para levar energia com mais qualidade aos mineiros

O vice-presidente da Cemig, Luiz Humberto Fernandes, divulgou balanço das ações da companhia nos últimos quatro anos

Foto: Euler Jr.

A Cemig e o Governo de Minas Gerais investiram, nos últimos quatro anos, cerca de R$ 5 bilhões na rede de distribuição e mais de R$ 800 milhões para levar energia a mais de 50 mil mineiros que vivem em zona rural, além de cortar custos, renegociar dívidas e revisar contratos que geraram importante economia para a companhia. A opção por diminuir gastos com pessoal rendeu uma economia de R$ 450 milhões à Cemig.

Nos últimos anos, a empresa aperfeiçoou processos e revisou contratos, o que gerou redução de custos da ordem de R$ 575 milhões, o que possibilitou mais investimentos para os mais de 8 milhões de mineiros que compõem sua base de clientes. Esses recursos foram fundamentais para a expansão do sistema e melhoria da qualidade do fornecimento de energia em toda a sua área de concessão, composta por 774 municípios.

O balanço das ações da Cemig foi apresentado, nesta quinta-feira (5/7), em entrevista coletiva, realizada na sede da companhia, em Belo Horizonte. "Esse alto investimento da Cemig tem o objetivo de aumentar a disponibilidade de energia elétrica de forma contínua, com qualidade e segurança, além de promover a redução das interrupções no fornecimento e do tempo de restabelecimento da energia", afirmou o diretor de Relações Institucionais e Comunicação da empresa, Thiago de Azevedo Camargo.

Além disso, a Cemig está levando energia para 50 mil famílias que vivem em áreas rurais e que até então não contavam com o benefício. Somente o Plano de Regularização do Atendimento Rural, que está beneficiando essas famílias, representou investimentos de cerca de R$ 800 milhões. Vale destacar que, em 2015, apenas 26 municípios tinham 99% de índice de atendimento rural na área de concessão da empresa. Com os investimentos feitos pela companhia, nos últimos quatro anos, 604 municípios alcançaram o índice de 99% de atendimento rural.

A Cemig também investiu R$ 400 milhões para construir e reformar 104 subestações em todo o Estado. "Essas subestações vão possibilitar melhorar ainda mais a qualidade do fornecimento para os consumidores, reduzindo os desligamentos e o tempo de espera pelo restabelecimento em caso de ocorrência no sistema elétrico, e também vão permitir a ligação de novos consumidores no futuro", explicou o diretor.

Investimentos para quem mais precisa

Desde 2015, a Cemig já investiu mais de R$ 170 milhões em projetos que disseminam a cultura do uso consciente e sustentável de energia elétrica. Instituições de ensino, clientes e comunidades de baixa renda, entidades sem fins lucrativos, hospital e iniciativas privadas são beneficiadas com as ações do Programa de Energia Inteligente.

Em outra iniciativa, a Cemig já instalou mais de 15 mil sistemas de aquecimento solar em conjuntos habitacionais da Cohab/MG, em Minas Gerais. Os investimentos ultrapassam os R$ 50 milhões. Cada família beneficiada recebeu um sistema de aquecedor solar, além de um chuveiro elétrico de baixa potência para ser utilizado nos dias mais frios. A expectativa é que os moradores tenham uma redução de até 40% no consumo de energia elétrica.

Negociação de dívidas

"O atual panorama da economia brasileira exige que a Cemig reduza o seu nível de alavancagem e aumente a sua capacidade de gerar caixa. Para tanto, a empresa busca pagar parte da dívida com a venda de alguns ativos, além de implementar diversas medidas que proporcionem uma maior eficiência dos seus processos", destaca o diretor de Finanças e Relações com Investidores, Maurício Fernandes.

Os resultados já podem ser sentidos no caixa da empresa, que honrou o pagamento de dívidas, que estavam concentradas no curto prazo. Esse passivo aconteceu devido ao resultado de uma política agressiva, entre 2006 e 2014, nas aquisições de ativos e pela distribuição quase total do lucro líquido da companhia na forma de dividendos (R$ 25,6 bilhões), o que comprometeu a saúde financeira da empresa.

Outra questão relevante está relacionada ao pagamento de dividendos, que caiu para o mínimo previsto em estatuto (50% do lucro líquido), permitindo, assim, novos investimentos em diversas áreas. Outra mudança importante aconteceu no Conselho de Administração da companhia, que passou de 15 para 9 membros, proporcionando uma economia de 28% com o colegiado.

Para o vice-presidente da Cemig, Luiz Humberto Fernandes, essas ações foram importantes para garantir mais investimentos para melhorar a qualidade do serviço em Minas Gerais. "Estamos comprometidos com o desenvolvimento do estado e com o atendimento aos mineiros", comenta.